sábado, 6 de abril de 2013

Intestino

INTESTINO

                                                

INTRODUÇÃO
 
O intestino é a parte final do tubo digestivo dos animais, responsável pela absorção de nutrientes e água e pela excreção dos resíduos. Começa no piloro e continua até o ânus. Divide-se em intestino delgado e intestino grosso. O intestino delgado é constituído de três partes: duodeno, jejuno e íleo, sustentados pelo grande mesentério. O intestino grosso também compreende três partes: ceco, cólon e o reto. O reto une-se ao curto canal anal que conduz ao exterior, mas este canal não faz parte do intestino no sentido estrito.


Fonte: www.google.com



INTESTINO DELGADO

CARNÍVOROS
• É relativamente curto, o duodeno contribui em média apenas 25 cm;
• O jejuno e o íleo formam uma massa que ocupa a parte ventral do abdômen, entre o estômago e a bexiga;
• As aspirais do jejuno são bastante móveis;
• As espirais jejunais, em geral, estão inteiramente relacionadas com o omento maior ventralmente;
• O íleo origina-se na extremidade caudal da massa e abre-se no cólon ascendente;
• No íleo encontra-se a maior parte de linfonodos agregados do intestino delgado;

SUÍNOS
• O intestino delgado é semelhante ao do cão;
• O duodeno deixa o piloro à direita e segue caudodorsalmente;
• O ducto biliar penetra no duodeno cerca de 3cm do piloro nos suínos com idade de abate;
• O jejuno fica bem à direita, porém podem ser encontradas porções em contato com a parede
abdominal esquerda;
• O íleo, próximo ao flanco esquerdo ascende para se unir ao ceco, ao qual é ligado pela prega ileocecal;
• A extremidade do íleo cria uma papila distinta no interior do ceco, provida de um esfíncter (refluxo de ingesta)
;
EQUINOS
• Mede cerca de 25m na carcaça, embora seja bem menor no animal vivo; 
• O duodeno é relativamente curto, sua posição é relativamente constante. Origina-se ventral ao fígado, onde sua porção inicial forma uma flexura sigmóide;
• O calibre do duodeno é uniforme, exceto no início;
• A posição e a mobilidade restrita do duodeno tornam o acesso cirúrgico difícil;
• O íleo difere do resto do intestino delgado por sua parede muito mais espessa e consistência mais firme;

   
RUMINANTES
• O duodeno origina-se abaixo das primeiras costelas;
• Parte do duodeno liga-se ao fígado pelo omento menor;
• Somente o duodeno descendente é imediatamente visível quando se abre o flanco direito;
• O jejuno forma muitas espirais curtas dentro da margem livre do mesentério;
• O íleo é muito curto e sua extensão é definida pela prega ileocecal;

  

OBS.: Tanto o fígado como o pâncreas desembocam no duodeno. O arranjo no cão é para que o ducto biliar e o ducto pancreático desemboquem por meio de estruturas separadas em uma papila (duodenal maior) alguns centímetros  além do piloro, enquanto o segundo maior ducto pancreático desemboca em uma papila menor em pouco mais distante. Nenhuma papila é saliente.



INTESTINO GROSSO

CARNÍVOROS
• O ceco é curto e torcido, une-se ao íleo por uma curta prega (ileocecal);
• Comunica-se com o cólon ascendente através do orifício cecocólico, adjacente ao orifício ileal;
• Relação: raiz dorsal do mesentério; rim direito, duodeno descendente e pâncreas;
• No gato ele é pequeno e em forma de vírgula. Pode ser localizado à palpação (quarta vértebra lombar);
• O cólon é apenas mais largo que o intestino delgado;
• É facilmente reconhecido por seu trajeto cranial à raiz do mesentério e descida em direção a pelve;
• O cólon ascendente é curto e situa-se à direita, em geral comunica-se com a parte pilórica do estômago;
• Apresenta pouca mobilidade;
• O cólon transverso é mais frouxamente unido e penetra dentro do abdômen (parte mais baixa do cólon);
• O cólon descendente é considerado o segmento mais comprido. É o único segmento do intestino grosso do cão que pode ser facilmente palpado;
• Ele alcança a cavidade pélvica onde continua com o reto;
• O reto é a mais dorsal das vísceras pélvicas e situa-se acima dos órgãos reprodutores, bexiga e uretra;
Fonte: DYCE, K. M. et al. Tratado de Anatomia Veterinária. 2007.

 

SUÍNOS
• Na flexura central da extremidade do cone, as alças centrípetas, ao mudarem de direção continuam com as alças centrífugas (não apresentam tênias ou saculações);
• O sentido do eixo do cólon é dorso-ventral;
• O cólon transverso e o cólon descendente não mostraram particularidades diferenciadas;

Fonte: DYCE, K. M. et al. Tratado de Anatomia Veterinária. 2007.


EQUINOS
• O ceco incorpora uma porção inicial do cólon ascendente, e é acentuadamente grande;
• Ocupa quase todo o flanco direito e compõe-se de uma base dorsal expandida, corpo curvo e ápice ventral cego;
• Capacidade superior a 30 litros e pode medir 1m;
• Há quatro tênias sobre a maior parte do órgão, mas o número diminui em direção ao ápice;

CECO E CÓLON
• O cólon ascendente está disposto em quatro segmentos paralelos, separados por três flexuras, cada uma delas com denominação individual (cólon ventral direito, flexura esternal, cólon ventral esquerdo, flexura pélvica, cólon dorsal esquerdo, flexura diafragmática, cólon dorsal direito);
• O cólon dorsal direito leva ao cólon transverso curto, este é seguido, por sua vez, pelo cólon descendente, que é longo e enovelado em alças;
• O cólon transverso é muito curto e situa-se de acordo com o padrão comum dos mamíferos;
• Possui duas faixas e afunila-se rapidamente a um calibre muito menor do cólon descendente;
Fonte: DYCE, K. M. et al. Tratado de Anatomia Veterinária. 2007.


RUMINANTES
• O ceco continua no cólon, sem alterações de diâmetro evidente;
• A junção cecocólica é marcada somente pela entrada do íleo;
• É a porção mais larga do intestino;
• A rotação do ceco junto com a alça proximal do cólon ascendente é freqüente (correção cirúrgica);

DETALHES DO CECO
• O cólon ascendente curva-se de forma bem elaborada;
• Ao deixar o ceco e estreitar-se voltando-se ventralmente ele forma uma flexura sigmóide achatada;
• Nos bovinos apresenta de uma e meia a duas voltas centrípetas e centrífugas;
• Em pequenos ruminantes, existem três ou quatro voltas em cada direção;
• Uma diferença significativa é a presença do “colar de pérolas” das voltas centrífugas dos pequenos ruminantes (fezes);
• O cólon transverso é curto e une-se ao cólon ascendente e segue diretamente para cólon
descendente;
• O cólon descente apresenta um mesentério inicialmente curto, mas se prolonga em frente ao sacro, onde o cólon forma uma flexura sigmóide antes de continuar com o reto;
• Nos pequenos ruminantes o cólon descente e o reto (mais largos) apresentam uma coluna de fezes mais grossas;
Fonte: DYCE, K. M. et al. Tratado de Anatomia Veterinária. 2007.




Referências Bibliográficas:

POPESKO, P. Atlas de anatomia topográfica dos animais domésticos. 1985.
DYCE, K. M. et al. Tratado de anatomia veterinária. 2010
KONIG, H. E. Anatomia dos animais domésticos. 2004.   
https://www.google.com

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